1. Cada voto recebe um elo
Quando um voto entra, o sistema calcula um código a partir do elo do voto anterior somado aos dados deste voto. O resultado vira o elo do próximo. Os votos ficam, assim, amarrados numa sequência em que cada um depende de todos os anteriores.
elo = sha256( elo anterior | recibo | opção | data e hora | UF )
Mexer num voto antigo muda o elo dele, que muda o do seguinte, e assim até o fim da fila. Não há como alterar um voto no meio da sequência sem que todos os posteriores deixem de fechar.
2. O que fica fora do cálculo, e por quê
Seu CPF não entra. Se entrasse, qualquer pessoa que soubesse o CPF de outra poderia recalcular o elo e descobrir em quem ela votou.
Zona e seção também não entram. O motivo é o mesmo visto de outro ângulo: só é conferível aquilo que pode ser publicado voto a voto, e zona/seção não podem — numa seção com dois votos, publicar o detalhe entrega a escolha de cada um. Se estivessem no elo, a cadeia seria inverificável na prática. A UF entra porque 27 valores nunca identificam alguém.
A consequência é honesta: a cadeia garante a integridade do placar, inclusive por estado — não a de zona e seção, que aparecem apenas em agregado.
3. Âncoras publicadas
Periodicamente publicamos o elo do último voto contado, com a data e o total até ali. Isso congela a história: se um voto registrado antes de uma âncora for alterado depois, a âncora publicada não vai mais corresponder.
Nenhuma âncora publicada ainda — a primeira sai depois dos primeiros votos.
4. Como conferir
sha256 por conta própria.Os recortes geográficos com poucos votos são omitidos da base pública e dos filtros: numa seção com dois ou três votos, publicar o detalhe revelaria a escolha de quem participou.
5. O que esta enquete não prova
Quem quiser citar estes números deve chamá-los do que são: o resultado de uma enquete aberta de internet, com contagem verificável.